terça-feira, 25 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
O Argumento Forte
Sei bem que meu interesse pelos rumos políticos deste país - e pela própria política em si - é relativamente recente e, com isso posso dizer, seguramente, que ainda há muito a conhecer antes que possa considerar meu nível de entendimento acerca das questões que a envolvem como sendo o ideal, ou mesmo próximo disso.
O que já sei, no entanto, do alto da maturidade que meus míseros "vinte e poucos anos" me conferem, é que o juízo de valor em torno de qualquer argumento depende dos referenciais de quem o avalia. E uma vez compartilhadas (ou não) as bases sobre as quais o argumento se alicerça, há um acordo com relação à relevância do mesmo.
E é tendo isso em mente que sustento o argumento de não reafirmar através do meu voto a liderança, em minha cidade, de um partido que, sobre os ombros, carrega a responsabilidade do maior encândalo de desvio de verbas públicas e compra de apoio político já esquematizado na história deste país.
Ainda que esta prática seja (vergonhosamente) recorrente - e que não tenha sido iniciada na gestão em questão - os parlamentares da base, que na época gozavam de plenos poderes para extirpar essa distorção, optaram por corroborar (e mais ainda potencializar) com a conduta, de modo que tanto os gestores anteriores quanto os atuais estão errados.
Se durante a conversa de ontem a debilidade do meu argumento foi exposta no ponto onde desconsiderava que, dentre os partidos existentes, o da situação é - proporcionalmente - o "menos corrupto" o que me resta dizer é que a minha posição se alicerça sobre uma base muito mais moral que política (no sentido ruim da palavra), podendo ser traduzida em uma premissa muito simples que trago de casa:
O que já sei, no entanto, do alto da maturidade que meus míseros "vinte e poucos anos" me conferem, é que o juízo de valor em torno de qualquer argumento depende dos referenciais de quem o avalia. E uma vez compartilhadas (ou não) as bases sobre as quais o argumento se alicerça, há um acordo com relação à relevância do mesmo.
E é tendo isso em mente que sustento o argumento de não reafirmar através do meu voto a liderança, em minha cidade, de um partido que, sobre os ombros, carrega a responsabilidade do maior encândalo de desvio de verbas públicas e compra de apoio político já esquematizado na história deste país.
Ainda que esta prática seja (vergonhosamente) recorrente - e que não tenha sido iniciada na gestão em questão - os parlamentares da base, que na época gozavam de plenos poderes para extirpar essa distorção, optaram por corroborar (e mais ainda potencializar) com a conduta, de modo que tanto os gestores anteriores quanto os atuais estão errados.
Se durante a conversa de ontem a debilidade do meu argumento foi exposta no ponto onde desconsiderava que, dentre os partidos existentes, o da situação é - proporcionalmente - o "menos corrupto" o que me resta dizer é que a minha posição se alicerça sobre uma base muito mais moral que política (no sentido ruim da palavra), podendo ser traduzida em uma premissa muito simples que trago de casa:
Não existe "Meia-Justiça"
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Petit Mort - O Orgasmo da Caixa-Preta II
O Nascimento
Gritos em foice rasgam a canção
A natureza carnal da arte oferece
O limiar de uma nova vida
O vinho metamorfoseado em sangue...
Expulso, paradoxalmente, entro...
Morto e (re)nato para um universo particular...
Segunda ruptura...
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Petit Mort - O orgasmo da Caixa-Preta I
A série de posts é uma pequena homenagem inspirada na obra do ator e diretor Alieksei Machinski denominada "Petit Mort". Uma das produções teatrais mais intensas que tive o privilégio de assistir:
Prólogo
O chapéu preto do opulento menestrel oferece os primeiros cumprimentos;
O cigarro equilibrando-se entre as letras da saudação.
Na antessala do cubo, verdes os sofás...
Abundando a elite da contra-elite.
Vinho e música,
Eu, seduzido...
Tupi or not Tupi.
Pés de ninfas
Asas de anjo
Rostos em flor
Ondulam-se corpos e cordas
Primeira ruptura!
domingo, 2 de setembro de 2012
Um café (e a Moça Urbana)
Atrasado.
Sou todo desculpas...
Um brownie e um café sobre a mesa.
Um abraço.
Mais desculpas...
Culpo a loucura da vida urbana
(penso que ninguém melhor entenderia).
São outros olhos.
- Pensei que perderíamos você para
o charme de Buenos Aires - disse
E muito dele trouxe consigo - pensei.
Pessoas andinas (ou não)
Cafés andinos
Livros andinos
... e Neruda pulou (intrometido) na mesa...
Sorriu algumas vezes...
Eu quis saber das lembranças
Ouvi dos amores
Dos planos
Da família.
E, além das letras
Admirei a força
A maturidade
A altivez que antes apenas podia supor...
Uma cerveja artesanal.
Duas, e um pouco de mim
Uma fagulha, diante do seu universo de mulher.
E ao café, o açúcar de cada instante...
Sou todo desculpas...
Um brownie e um café sobre a mesa.
Um abraço.
Mais desculpas...
Culpo a loucura da vida urbana
(penso que ninguém melhor entenderia).
São outros olhos.
- Pensei que perderíamos você para
o charme de Buenos Aires - disse
E muito dele trouxe consigo - pensei.
Pessoas andinas (ou não)
Cafés andinos
Livros andinos
... e Neruda pulou (intrometido) na mesa...
Sorriu algumas vezes...
Eu quis saber das lembranças
Ouvi dos amores
Dos planos
Da família.
E, além das letras
Admirei a força
A maturidade
A altivez que antes apenas podia supor...
Uma cerveja artesanal.
Duas, e um pouco de mim
Uma fagulha, diante do seu universo de mulher.
E ao café, o açúcar de cada instante...
Assinar:
Postagens (Atom)
