Talvez a culpada seja aquela fita cassete amarela onde o Rauzito dizia - para os meus tenros (e deslumbrados) ouvidos de 5 ou 6 aninhos - que ele estava "sempre tentando cortar o cabelo de alguém..." Então, depois de repetir e carregar seus ensinamentos por toda uma vida, vejo que também eu estou sempre deixando a luz do quarto acesa pra que ninguém tropece na escada.
Tenho a dizer que muitas vezes a direção do trem não muda mesmo, por mais que nos esforcemos... Tenho a dizer que, no final, é isso: algumas coisas são porque são... Porque é essa sua natureza...
As vezes, me vejo imerso em um esforço intenso pelo respeito, admiração, amizade de alguns... E a resposta? Vem na mesma intensidade da força porém na direção oposta - Ave Newton! É o meu tempo se esvaindo no trabalho de formas e contornos de universos alheios.
Há muitas arestas ainda em meu próprio universo. Há muito de mim mesmo a ser polido, acabado...
E mesmo que meu egoísmo não seja assim tão egoísta penso que seja bom não esperar dos outros a mesma atenção que lhes dispenso.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
O Argumento Forte
Sei bem que meu interesse pelos rumos políticos deste país - e pela própria política em si - é relativamente recente e, com isso posso dizer, seguramente, que ainda há muito a conhecer antes que possa considerar meu nível de entendimento acerca das questões que a envolvem como sendo o ideal, ou mesmo próximo disso.
O que já sei, no entanto, do alto da maturidade que meus míseros "vinte e poucos anos" me conferem, é que o juízo de valor em torno de qualquer argumento depende dos referenciais de quem o avalia. E uma vez compartilhadas (ou não) as bases sobre as quais o argumento se alicerça, há um acordo com relação à relevância do mesmo.
E é tendo isso em mente que sustento o argumento de não reafirmar através do meu voto a liderança, em minha cidade, de um partido que, sobre os ombros, carrega a responsabilidade do maior encândalo de desvio de verbas públicas e compra de apoio político já esquematizado na história deste país.
Ainda que esta prática seja (vergonhosamente) recorrente - e que não tenha sido iniciada na gestão em questão - os parlamentares da base, que na época gozavam de plenos poderes para extirpar essa distorção, optaram por corroborar (e mais ainda potencializar) com a conduta, de modo que tanto os gestores anteriores quanto os atuais estão errados.
Se durante a conversa de ontem a debilidade do meu argumento foi exposta no ponto onde desconsiderava que, dentre os partidos existentes, o da situação é - proporcionalmente - o "menos corrupto" o que me resta dizer é que a minha posição se alicerça sobre uma base muito mais moral que política (no sentido ruim da palavra), podendo ser traduzida em uma premissa muito simples que trago de casa:
O que já sei, no entanto, do alto da maturidade que meus míseros "vinte e poucos anos" me conferem, é que o juízo de valor em torno de qualquer argumento depende dos referenciais de quem o avalia. E uma vez compartilhadas (ou não) as bases sobre as quais o argumento se alicerça, há um acordo com relação à relevância do mesmo.
E é tendo isso em mente que sustento o argumento de não reafirmar através do meu voto a liderança, em minha cidade, de um partido que, sobre os ombros, carrega a responsabilidade do maior encândalo de desvio de verbas públicas e compra de apoio político já esquematizado na história deste país.
Ainda que esta prática seja (vergonhosamente) recorrente - e que não tenha sido iniciada na gestão em questão - os parlamentares da base, que na época gozavam de plenos poderes para extirpar essa distorção, optaram por corroborar (e mais ainda potencializar) com a conduta, de modo que tanto os gestores anteriores quanto os atuais estão errados.
Se durante a conversa de ontem a debilidade do meu argumento foi exposta no ponto onde desconsiderava que, dentre os partidos existentes, o da situação é - proporcionalmente - o "menos corrupto" o que me resta dizer é que a minha posição se alicerça sobre uma base muito mais moral que política (no sentido ruim da palavra), podendo ser traduzida em uma premissa muito simples que trago de casa:
Não existe "Meia-Justiça"
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Petit Mort - O Orgasmo da Caixa-Preta II
O Nascimento
Gritos em foice rasgam a canção
A natureza carnal da arte oferece
O limiar de uma nova vida
O vinho metamorfoseado em sangue...
Expulso, paradoxalmente, entro...
Morto e (re)nato para um universo particular...
Segunda ruptura...
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Petit Mort - O orgasmo da Caixa-Preta I
A série de posts é uma pequena homenagem inspirada na obra do ator e diretor Alieksei Machinski denominada "Petit Mort". Uma das produções teatrais mais intensas que tive o privilégio de assistir:
Prólogo
O chapéu preto do opulento menestrel oferece os primeiros cumprimentos;
O cigarro equilibrando-se entre as letras da saudação.
Na antessala do cubo, verdes os sofás...
Abundando a elite da contra-elite.
Vinho e música,
Eu, seduzido...
Tupi or not Tupi.
Pés de ninfas
Asas de anjo
Rostos em flor
Ondulam-se corpos e cordas
Primeira ruptura!
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