quarta-feira, 12 de junho de 2013

SMN: A Jovem Rainha Vitória - Dublagem Curitiba - Dia II


Salve Neurônicos!

Sinapses fervilhando para o segundo episódio de nossa saga rumo à descoberta dos tesouros da dublagem? Prepare o seu título de nobreza porque o Sistema Muito Nervoso hoje está de sangue azul. 

Subimos alguns degraus desde que Alice entrou na toca do coelho, na primeira aula. Para garantir evoluções de sincronismo e já dar aquela pitadinha de interpretação mais rebuscada, o filme escolhido para o segundo dia foi A Jovem Rainha Vitória, dirigido por Jean-Marc Vallée e brilhantemente estrelado por Emily Blunt.

Produção de época, com diálogos extensos e o característico British Accent. Desafio o bastante pra você? Então some a isso uma interpretação contida dos personagens, sem muitas modulações de voz e batidas labiais quase que imperceptíveis... Pronto, that it was!

No segundo dia, experimentamos a interação com até três dubladores no aquário para uma mesma sequência. O que algumas vezes (propositalmente ou não) foi a causa de falas sobrepostas - e muitas risadas, claro.

Outro ponto que merece destaque é a postura da professora Monica Placha que, indo além do normalmente proposto, passava aos que não estavam em cena as noções básicas da mesa de edição e canais de áudio.

Bom, post mais sucinto que o anterior porque como foi dito entre os colegas: as melhores partes da aula foram impublicáveis. Pra finalizar, um pequeno pensamento em homenagem à grande atriz, dubladora - e doravante amiga - Cristina Fergutz: "Vão-se os anéis, ficam-se as gargalhadas".

Fotos

Funniest Moment

 Professional Skills 

 The Dubbing Is On The Table

Trailler




Serviço
Dublagem Curitiba
Rua José Merhy 1395 - Boa Vista
www.dublagemcuritiba.com.br
(41) 3071-0593  

              

terça-feira, 11 de junho de 2013

SMN: Alice No País das Maravilhas - Dublagem Curitiba - Dia I


Salve Neurônicos!

Como prometido, começa o diário do 1º modulo do curso de dublagem cinematográfica que o Sistema Muito Nervoso está participando, bora?

Primeiras impressões

O estúdio tem uma atmosfera muito agradável, de decoração rústica, tem um contraste bastante interessante entre utensílios vintage (e, por isso, bastante familiares) e toda a aparelhagem high tech que a função de dublador exige. Mas por que salientar este ponto? Eu estou lendo o blog errado? Não, querido neurônico precoce, é porque isso faz toda a diferença para o clima da experiência.

Segundo Monica Placha, professora da escola, a dublagem é um processo totalmente emocional que passa sobre a própria concepção do indivíduo. "Vocês sabem porque a denominação pessoa existe? Ela deriva do latim persona, que em seu significado original designa o som de cada um. Ou seja, os antigos acreditavam que o que define você é o som que você emite." Está justificada a criação desse clima pessoal e acolhedor tão próprio da escola.

... 5 coisas impossíveis antes do café

Feitas as devidas apresentações, começamos a compreender como a magia de se transformar as falas de um personagem do idioma original para o pretendido (no caso o nosso bom e velho brasileirês mesmo) funciona.

Dentro do aquário - parte do estúdio onde ficam microfones, headfones e o vídeo, tudo isso isolado acusticamente - passamos a incorporar em nosso vocabulário conceitos como:

Anéis - Cada segmento do texto adaptado. Na página, cada anel possui uma numeração, bem como coordenadas numéricas do tempo de início e fim, com a finalidade de auxiliar o dublador a se localizar no texto e adequar o ritmo da fala à velocidade exigida pela cena.

Time Code - É o cronômetro exibido simultaneamente na tela do editor e do dublador, que determina o início do trecho do filme e a sequência que está sendo trabalhada.

Reações - Todo som (interjeições, suspiros etc.) que sai da boca do personagem mas não está escrita no texto.

Batidas Labiais - A grosso modo, os movimentos labiais do personagem.

Sincronismo ou Sinc - Característica alcançada quando o dublador "encaixa" perfeitamente a própria voz dentro das batidas labiais do personagem


Qual a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha?

Cada dupla de alunos foi designada para dublar três trechos distintos do filme Alice on the Wonderland - do diretor Tim Burton, em um nível de dificuldade crescente que ia de 1 a 12 anéis. Eram exigidas vozes caricatas e que harmonizassem com o personagem.

Ao representante do SMN couberam os papeis de Ilosovic Stain, Lowell e... O Chapeleiro Louco!!! Interpretado originalmente pelo fantástico ator Johnny Depp

Para um primeiro contato podemos dizer que a experiência é simplesmente incrível. Trabalha-se muito a velocidade de raciocínio (não é a toa que o nosso Sistema é Muito Nervoso), cria-se o hábito de ouvir atentamente a própria voz, contribui para a desinibição (não que alguém aqui precise né?) e. é extremamente divertido!

Mal podemos esperar pra dublar Toy Story ao final do Módulo!

Em breve, fotos!         

segunda-feira, 10 de junho de 2013

SMN: Toy Story 3 (Dublagem Curitiba)



Salve Neurônicos!

O Sistema Muito Nervoso foi convidado a participar do módulo inicial de um curso de dublagem cinematográfica na escola Dublagem Curitiba!

A partir de amanhã rola uma série de posts pra mostrar pra vocês como é esse processo de fazer o seu personagem favorito falar sua lingua, vai ser DEMAIS!

O filme escolhido é o Toy Story 3 (um dos nossos preferidos)

Bora se aquecendo?


Fica ligado nos próximos posts. Ao infinito... e além!  

...

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Quando o espelho mente

...

Eu realmente não queria (ter de) escrever estas palavras

...

Quando o espelho mente


Convexa, a lâmina do existir divide o espectro do que somos
Em confronto, a luz que define o foco da vida corrente
Agiganta cada ínfima dissonância dos caminhos.


Desenhastes as linhas do meu rosto, as mãos, o destino...
Confabularam, o espelho e tú, que uma parte tua se confirmaria
em mim, a cada feixe de luz que nele se desviasse.

E o que resta a mim? Negar.

Nego que se reflitam em mim teus preconceitos
Nego em mim a fluência polarizada do teu orgulho.


Embora a minha imagem esteja presa ao reverberar das circunstâncias
Faço do que sou muito mais do que pareço ser
E o espelho? Mente, miseravelmente...
Quando escreve meu futuro como cópia de você.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Brisa da meia-noite

Dormia a sonata dos desvalidos
Um sorrir de penumbra se fez nosso guia
Lasciva, a valsa da noite se oferecia
Em ardentes lábios se desfazia.

Tão doce, o bailar se consumia
Na neblina, um "q" de letargia

Em lágrimas, a irmandade se convertia
Pois fez-se em trio a luz do dia...

Toda Bala (Nasce) Perdida

Partículas metálicas necrosam as veias da Justiça
Sob um céu plúmbico abrem-se feridas sociais

Manchetes caçam o olhar cego cotidiano
Enquanto a vida involui em estatística

domingo, 2 de junho de 2013

Versos de quem cala

I

Fiz de mim reminiscência...
A noite desdobra-se em cálida mesura
Novamente, é tempo de poesia

Me abandono...

Senta o silêncio ao meu lado
Do chapéu retira uma carta
A lança no ar, como a interpelar-me

Como a dizer que lê minh'alma

De fato sabe dela mais que sei eu
Pois cada palavra não dita
Cada gesto que morre em essência  

É fragmento que a ele alimenta

E eu, arquejando...
Pra não me deixar consumir
componho versos...

II


Digo do amor que trago em mim
Das matizes azuladas e rosáceas que me traduzem
E que novamente teimam em pintar o impossível.

Confio às letras e ao silêncio
A dor exangue do poeta infecundo
Que ao plantar seus versos
encontra sempre um coração fechado.

E na ausência da plenitude
Caminha com olhos errantes
Fitos nos gracejos do horizonte.

III

Mora no silêncio também a minha busca
Dos Elíseos Campos onde termina a vida
Onde os dignos podem as armaduras deitar

Calam as entranhas dos caminhos
Como muita vez desejei calar a pegada
Do passo escrito em solidão

Andei sozinho, e continuo...
Tendo como fruto e companhia
Apenas os versos de quem cala

Que o silêncio me empurra a escrever...